Por Tania Gengo

Oi! Eu sou a Tania, apareço por pouco por aqui, mas isto esta mudando… Vou dividir com vocês neste pequeno texto um pouco sobre meus primeiros desejos sustentáveis que estão em mim até hoje.

Penso que a mudança no hábito de consumo, somente se tornará realidade às pessoas e organizações através de uma mudança de cultura – mudança, esta, que não virá do dia para noite. É uma mudança interna. Se pedimos a opinião para qualquer profissional que trabalhe com comportamento humano, mudanças são construídas dia após dia, e a repetição pode ser a atividade que nos ajuda na incorporação de novas escolhas a nossa rotina, nos transformando.

Mudanças não são fáceis, ainda mais quando falamos de mudanças culturais, como mudar de pais, comer comida saudável, consumir de forma consciente, fazer exercícios todos os dias, etc.

Lembrei-me de algumas coisas que fazia na infância que foram bem marcantes, que tinham muito de moda sustentável e de reaproveitamento de material, mesmo sem ser sustentabilidade uma palavra importante como hoje é.

A primeira delas: quando eu era criança, minha avó ( Dona Erica, que tinha como modista profissao, trabalhou em um grande magazine Americano em SP nos anos 40 e vestiu as baronesas do cafe em Jau nos anos 50) sempre me deixava brincar com seus retalhos (ela aproveitava todos! Os tapetes da casa dela eram feitos de calça jeans!). Minhas bonecas tinham os vestidos mais bonitos. Além de sempre querer aproveitar tudo, ainda estimulava a minha criatividade.

Foto da vovo e vovo

Dona Erica, Sr. Gengo e meu tio

Maquina de costuraAprendi a costurar numa Singer como esta

Outra coisa que me recordei, foram as colchas de quadradinho de lã, que fazia com meus coleguinhas aos domingos de manhã, no centro espírita que frequento. Aproveitávamos material para a confecção destas peças, que eram destinadas a moradores de rua ou para enxoval de bebês, que depois ainda eram forradas com meias, mais material aproveitado. Além da prática da caridade que todas as religiões ensinam, ainda aprendi a tricotar, fato me ajudava muito na concentração para os estudos.

Quadradinhos de la

Se passarmos aos pequenos, hábitos ou conceitos como estes, teremos futuros adultos consumindo moda de forma mais organizada, sem exageros, pensando no impacto de cada item no guarda roupa. E teremos também a chance de ter profissionais de moda que valorizem, em cada desenvolvimento, mais que as últimas tendências citadas pelos grandes desfiles de moda. Pessoas que compreendam que o todo somos também nós!

 

 

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